Elegante vs Casual: mudanças no figurino do James Bond

Analise das mudanças políticas e econômicas ajudam a explicar os motivos de transformação de um elegante e charmoso super agente secreto em um “soldado” prático e realista.

Os acontecimentos históricos, como, Guerra Fria, movimentos feministas, conflitos militares no Oriente Médio e entre outros, provocaram mudanças em comportamento das pessoas, e consequentemente seus pontos de vista e desejos. Assim, o processo de construção do personagem James Bond teve que se reinventar para atender as expectativas do seu espectador, exigindo figurinos adequados, que correspondem as tendências de moda, provocando desejo de consumo.

James Bond XX-XXI

Sean Connery, salvava o mundo, fumando, bebendo, e se divertindo com mulheres lindas. Ele Representou um homem de 30 – 40 anos dos anos 1960, que fazia trabalho de agente com brutalidade, carisma, elegância e muita autoconfiança.

Enquanto isso, James Bond do Roger Moore, que entrou na franquia com movimentos hippie em alta e resultado chocante da guerra civil em Vietnã,  foi suavizado pelas cores mais vivas e senso de humor, construindo uma imagem de homem ideal de anos 1970-80.

Pierce Brosnan representou seu James Bond como espião tecnológico dos anos 1990 usando gadgets em cada ocasião. Ele mostra resistência em aceitar o as mulheres, como suas chefes e colegas, um sentimento comum para público masculino dos anos 90. Acompanhando as mudanças radicais dos anos 2001, foi notável, que super espião com caneta bomba não satisfaz mais o espectador, que ficou entediado com linguagem de cinema primitivo, querendo algo novo, mais próximo a sua realidade.

Ator Daniel Craig mostrou novo Bond – soldado-espião. No mundo com ameaças imprevisíveis, sofrendo consequências das guerras sem inimigo e campo de batalha definidos, a divisão entre herói e vilão se tornou mais discreta e passou de depender do ponto de vista de cada um. Daniel Craig conseguiu introduzir novo James Bond, personagem cinza, que não é nem herói e nem vilão, deixando espectador tirar sua própria conclusão. Ele não tem mais gadgets absurdos, ele corre, sua, pula e sangra, mais do que outros 007.  Seu figurino realista foi modificado para ser mais adequado as atividades, praticadas pelo agente secreto durante sua missão.

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É possível perceber de forma visual a proporção de figurinos sociais e casuais usados pelo Sean Connery no filme Goldfinger (1964) e Daniel Craig no Cassino Royale (2006).

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